




O Aqualtune Lab assinou, na primeira semana de fevereiro, uma carta que exige a regulação urgente de ferramentas de inteligência artificial generativa. A iniciativa, organizada pela Coalizão Direitos na Rede, sucedeu o caso de geração em massa de deepnudes pelo Grok, sistema desenvolvido pela empresa xAI e integrado à plataforma X.
A maioria dos brasileiros apoia a regulação de tecnologias de vigilância e reconhece os riscos associados ao uso de reconhecimento facial na segurança pública. Ainda assim, uma parcela significativa da população acredita que, no futuro, a precisão desses sistemas poderá chegar a 100%. As conclusões fazem parte de uma pesquisa realizada pelo Aqualtune Lab, em parceria com a plataforma Swayable, que avalia o desempenho de mensagens entre públicos variados. Confiança na tecnologia convive com aumento da percepção de risco O estudo contou com cerca de 2.930 participantes, selecionados de forma anônima, aleatória e gratuita, representando diferentes gêneros, faixas etárias, níveis de […]
A exclusão digital segue como um dos principais desafios sociais no Brasil, mesmo diante do crescimento acelerado do acesso à internet nos últimos anos. Dados da pesquisa TIC Domicílios 2025, realizada pelo Cetic.br e CGI.br, revelam que 86% dos domicílios brasileiros têm acesso à internet, mas a desigualdade no tipo e na qualidade dessa conexão ainda limita o pleno exercício da cidadania digital.
Os vazamentos de dados pessoais deixaram de ser eventos excepcionais para se tornarem parte recorrente do cotidiano digital. Ano após ano, bilhões de registros são expostos em falhas de segurança envolvendo empresas privadas, órgãos públicos e sistemas essenciais. Embora muitas vezes apresentados como estatísticas ou incidentes técnicos, os vazamentos de dados produzem impactos profundos, contínuos e desiguais na vida das pessoas. Em 2024, por exemplo, registrou-se um vazamento recorde. Bilhões de contas e registros pessoais expostos globalmente, consolidando um cenário de crescimento acelerado das violações digitais. No Brasil, com efeito, esse contexto se agravou em 2025 com episódios de grande repercussão, […]
Ao longo dos últimos cinco anos, o Aqualtune Lab consolidou-se como um espaço de produção de conhecimento, bem como articulação e incidência comprometido com a justiça racial e a equidade social. Essa trajetória é resultado do trabalho coletivo, da escuta ativa dos territórios e da construção de soluções que dialogam com a realidade de populações historicamente marginalizadas.





Aqualtune Lab, por uma internet antirracista!
AqualtuneLab é um coletivo jurídico com suporte multidisciplinar, pautado no estudo e elaboração de propostas que comportam a análise das inter-relações entre Direito, Tecnologia e Raça.
Nosso grupo é composto por pessoas de diversas regiões do país, e temos como objetivo racializar discussões em temas como uso de tecnologias no sistema jurídico a exemplo – mas não nos limitando – das vigilâncias pública e privada, políticas de proteção de dados, identificação biométrica, segurança na internet, aplicativos móveis e mídias sociais. Buscamos compreender através de um olhar jurídico e multidisciplinar qualificados e orientados na comunicação, TICs e áreas correlatas, compreender as intersecções entre tecnologia e raça, descortinando as armadilhas do racismo como estruturantes das relações de saber e poder no Brasil.
Nossos Eixos de Atuação:
Construindo uma Internet Antirracista
No Aqualtune Lab, trabalhamos para fortalecer a luta por uma internet justa e inclusiva, pautada na equidade racial e no respeito aos direitos fundamentais. Com incidência política ativa em audiências públicas, promoção de eventos e colaboração com redes importantes como a Coalizão Direitos na Rede e a Coalizão Negra por Direitos, estamos comprometidos em transformar o cenário digital brasileiro. Conheça nossos eixos de atuação:
Saúde Digital
A tecnologia tem um papel crucial na saúde, mas também pode reforçar desigualdades históricas. Atuamos para garantir políticas públicas que protejam os dados da população negra, promovam a equidade no acesso à saúde digital e combatam o perfilamento racial em sistemas de saúde. Promovemos eventos como a Agenda de Saúde Digital, reunindo especialistas e ativistas para discutir soluções e propor diretrizes que respeitem os direitos da população negra.
Formação
A interseção entre raça, direito e tecnologia exige conhecimento crítico e transformador. Por isso, criamos e realizamos o curso "Formação Antirracista no Direito e na Tecnologia", que já capacitou mais de 200 pessoas em 5 turmas, formando agentes de mudança e promovendo uma abordagem antirracista no setor. Nosso compromisso é fortalecer o protagonismo negro na construção de soluções inclusivas e acessíveis, combatendo o racismo estrutural na tecnologia e no direito.
Direito e Privacidade
Vivemos em uma era de vigilância massiva, e a população negra é uma das mais afetadas pelas violações de privacidade e segurança digital. Atuamos na defesa dos direitos fundamentais, lutando por regulações que protejam dados sensíveis e combatam o racismo algorítmico. Nossa presença em audiências públicas é constante, contribuindo para o debate e formulação de políticas mais seguras e inclusivas.
Reconhecimento Facial
A tecnologia de reconhecimento facial tem ampliado a vigilância seletiva e potencializado práticas de racismo estrutural. O Aqualtune Lab atua na conscientização sobre os riscos dessa tecnologia, exigindo regulação adequada para que os direitos humanos sejam protegidos. Somos uma voz ativa nas discussões públicas e colaboramos com outras organizações para pressionar por uma internet mais justa e transparente.
Nossos parceiros






